Jorge Boran

Estamos há poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, cujas consequências serão muito sérias. Não se trata da escolha simples entre duas pessoas, Flavio Bolsonaro ou Lula, mas sim entre dois projetos políticos diferentes com impactos enormes no futuro do país, a curto prazo.

A imprensa nacional e internacional tem destacado as diferenças entre os projetos políticos em disputa no Brasil. De um lado, uma proposta de retrocesso identificada com a extrema direita; de outro, um projeto progressista, que enfatiza o crescimento econômico associado à inclusão social e à redução das desigualdades. Nesse cenário, o conservadorismo tradicional está se transformando. Parte de seus partidos e lideranças perdeu espaço ou se aproximou da extrema direita ou fascista. O tom da imprensa da Europa é que o Brasil está quase diante de uma escolha existencial. Vai abraçar de vez o Trump e tudo que ele representa ou vai manter sua vocação de liderar a Região e o multinacionalíssimo.

Nesse cenário, também ganha destaque o papel de Lula na política e o debate sobre os possíveis impactos de uma mudança de governo, que tendem a perdurar por muito tempo. Também, para além da escolha em um partido político, trata-se de avaliar um projeto de país. Lula não representa apenas o seu partido, mas uma aliança de diferentes partidos e forças políticas reunidos em torno de uma proposta de governo. Uma decisão tão importante não deve ser tomada de maneira superficial ou impulsiva. Em uma democracia madura, o diálogo respeitoso, a escuta e a troca de ideias são fundamentais para ampliar nossa compreensão da realidade e fazer escolhas conscientes e responsáveis.

Conversando com algumas pessoas do CCJ, decidimos reunir dois vídeos publicados na internet que se destacam pela simplicidade e por apresentarem sugestões ao alcance de todos. Ambos explicam como atuar no segundo turno, com base nas pesquisas mais recentes e na priorização de dois públicos. A seguir, resumimos as ideias complementares dos dois vídeos.

  • Buscar pessoas de sua convivência para estabelecer um diálogo sem agressões e conversar sobre os principais riscos.

Dois públicos merecem atenção especial:

  • Pessoas com 70 anos ou mais que não são obrigadas a votar (mais de 17 milhões de eleitores), começando por sua rede pessoal.
  • Pessoas que são benificiários de programas sociais, começando com as pessoas que você conhece
  • Amigos e familiares; pessoas que votaram nulo e em branco.

Observação: a iniciativa de convidar pessoas para uma conversa a dois pode ser realizada individualmente. Onde há condições, as pessoas podem também formar um grupo na internet para planejar e acompanhar o trabalho individual sendo feito. Os dois vídeos podem também despertar outras iniciativas.  É importante, também, enviar este vídeo para outras pessoas.  Mãos à obra. A história não espera por quem deixa para agir depois.